{"id":1510,"date":"2015-07-04T15:39:04","date_gmt":"2015-07-04T15:39:04","guid":{"rendered":"http:\/\/w049.scarid.loc\/?p=1510"},"modified":"2019-09-04T15:41:54","modified_gmt":"2019-09-04T15:41:54","slug":"opiniao-open-house-living-in-the-city-parte-1-o-predio-da-paula-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scar-id.com\/pt-pt\/opiniao-open-house-living-in-the-city-parte-1-o-predio-da-paula-santos\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Open House, Living in the city: Parte 1 \u2013 o Pr\u00e9dio da Paula Santos"},"content":{"rendered":"<!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p>Mostrar arquitectura a quem a quer ver, de forma gratuita e informal. Abrir as portas de edif&iacute;cios privados ou retirar o bilhete a edif&iacute;cios p&uacute;blicos, mostrando uma outra forma de ver e pensar a cidade. Para quem trabalha ao s&aacute;bado, e os percursos de lazer querem-se radioc&ecirc;ntricos ao eixo loja-apartamento, sobra a vontade de visitar um conjunto de &ldquo;casas&rdquo; pelo centro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/2015.openhouseporto.com\/places\/edificio-rua-miguel-bombarda\/\"><strong>Edif&iacute;cio Rua Miguel Bombarda, Paula Santos (2015)<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A arquitectura &eacute; (por agora e ainda) tanto melhor quanto mais po&eacute;tica for, mas &eacute; igualmente boa, se for simplesmente, boa. E a Paula Santos, na pr&eacute;-determinada aus&ecirc;ncia de poesia que o programa, o lote e o or&ccedil;amento cortaram, fez apenas, e ainda bem, boa arquitectura. Escolhemos&nbsp;o Pr&eacute;dio da Paula Santos&nbsp;porque nos parecia um toque minimal (como a nossa loja) num rebuscado,&nbsp;art&iacute;stico&nbsp;e falso-vintage bairro como o nosso. (Continuo com o meu&nbsp;receio pessoal que o minimalismo tenha tido o seu auge e morte nos anos 90, que aquilo que o Siza faz seja apenas poesia e o Souto racionalismo, mas o Pawson e o Dirand ainda fazem minimalismo e a Paula Santos (talvez) tamb&eacute;m.). Pavimentos em bet&atilde;o, com o corte no s&iacute;tio certo; paredes brancas, sem rodap&eacute;;&nbsp;&nbsp;grandes envidra&ccedil;ados com m&eacute;tricas de aberturas desconcertantes; arruma&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria, portas at&eacute; ao tecto; sol, luz para Miguel Bombarda, calma e tranquilidade para os (ainda)&nbsp;misteriosos&nbsp;logradouros. O&nbsp;Pr&eacute;dio da Paula Santos&nbsp;quis&nbsp;reinterpretar&nbsp;a&nbsp;clarab&oacute;ia&nbsp;e caixa de escadas da casa-tipo do Porto&nbsp;dos&nbsp;outros s&eacute;culos. Contemporaneizou a&nbsp;clarab&oacute;ia&nbsp;e sugou a sua luz para o apartamento de&nbsp;cima e espremeu a caixa de escadas para abirir um corredor interno que permite um a artamento por piso, frente e tr&aacute;s, que faz face &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o-tipo t0 com que diariamente e aborrecidamente lidamos por aqui. Destacamos&nbsp;o Pr&eacute;dio da Paula Santos, naturalmente, a bem de uma (nova, pelo menos por aqui) forma de viver e projectar a cidade. Nem sempre os r&eacute;s-do-ch&atilde;o t&ecirc;m que ser uma loja, mas podem. &Agrave;s vezes podem ser um escrit&oacute;rio, outras vezes habita&ccedil;&atilde;o. Ou ent&atilde;o, os arquitectos, quando donos do or&ccedil;amento e do programa, podem prever os dois: e esperar que haja um cliente (e basta um) que reconhe&ccedil;a o programa e possa cobrir o or&ccedil;amento. O zero e o menos um&nbsp;do Pr&eacute;dio da Paula Santos&nbsp;procuram uma (outra) forma contempor&acirc;ea de viver na cidade. O zero e o menos um s&atilde;o para j&aacute; simula&ccedil;&otilde;es. O zero &eacute; um piso poli-multi-valente, onde charriots e display&acute;s de produto confrontam a parede brancas, onde um dos quartos se transforma em provador e o outro em escrit&oacute;rio.&nbsp;O zero &eacute; um piso poli-multi-valente para dispor mesas, cadernos, canetas, computadores, onde um dos quartosse transforma em sala de reuni&otilde;es e o outro em sala de maquetes. O zero &eacute; um piso poli-multi-valente para espalhar sof&aacute;s de leitura,&nbsp;bicicletas&nbsp;contra as paredes brancas,&nbsp;brinquedos e cadernos de colorir pelo ch&atilde;o , onde um dos quartos se transforma em quarto de dormir e o outro quarto de dormir tamb&eacute;m. O -1 &eacute; uma sala-cozinha aberta para um&nbsp;p&aacute;tio, uma escadaria manual de pedra e um relvado&nbsp;verde. Tem tamb&eacute;m um quarto de dormir, semi-interior, com luz que vem do piso superior, que por sua vez vem da Miguel Bombarda. O zero e o menos um do Pr&eacute;dio da Paula Santos podem ser (um dos) o futuro da cidade com base no passado da cidade. Viver por cima do lugar de trabalho. Por baixo, neste caso.&nbsp;Fazem falta pr&eacute;dios assim. <\/p>\n\n\n\n<p>Fazem falta programas assim. Contudo, o &uacute;ltimo piso, aquele onde foi poss&iacute;vel ter um tecto de bet&atilde;o e mais luz sugada da&nbsp;clarab&oacute;ia&nbsp;foi, inevitavelmente, absorvido&nbsp;pelo turismo.&nbsp;&nbsp;E ainda bem, porque os viajantes internacionais precisam de compreender que o Porto tamb&eacute;m tem outras formas (diferentes) de habitar a cidade e de viver um bairro, e outras formas de comprar produtos globais, mas feitos com as bases de c&aacute;, tal e qual o&nbsp;Pr&eacute;dio da Paula Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>Referimos que o ch&atilde;o da cozinha era vermelho?<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostrar arquitectura a quem a quer ver, de forma gratuita e informal. 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