{"id":958,"date":"2019-03-05T11:33:25","date_gmt":"2019-03-05T11:33:25","guid":{"rendered":"http:\/\/w049.scarid.loc\/?p=958"},"modified":"2019-09-02T11:35:20","modified_gmt":"2019-09-02T11:35:20","slug":"evento-coleccao-sem-titulo-ater-by-scar-id-x-liv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/scar-id.com\/pt-pt\/evento-coleccao-sem-titulo-ater-by-scar-id-x-liv\/","title":{"rendered":"Evento: Colec\u00e7\u00e3o SEM T\u00cdTULO . ATER by scar-id x LIV"},"content":{"rendered":"<!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\">\n<html><body><p>Mas,<\/p>\n\n\n\n<p><br> I<\/p>\n\n\n\n<p>Interessa-nos particularmente a ideia de um tempo, antes do tempo, que suprimia cerca de cinquenta e nove, a sessenta dias ao ano.<br>\nUma imprecis&atilde;o de rota&ccedil;&otilde;es muito conveniente &agrave; nossa realidade dos sistemas de consumo.<br>\nConsta que Janeiro e Fevereiro, quando foram criados, se colocaram estrategicamente, n&atilde;o no in&iacute;cio, mas no fim.<br>\nJanus ter&aacute; sido um deus romano das mudan&ccedil;as, escolhas e transi&ccedil;&otilde;es (graficamente interessante, com duas cabe&ccedil;as, uma a olhar para o passado, outra para o futuro).<br>\nJ&aacute; Februus, sabe-se ser o deus da morte e purifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Avaliava-se na &uacute;ltima publica&ccedil;&atilde;o, a prop&oacute;sito da efem&eacute;ride dos 5 anos da SCAR-ID, a necessidade de um per&iacute;odo para parar para pensar.<br>\nTerminava-se esse artigo de 13 de Dezembro de 2018 com: mas,<br>\nRapidamente, fomos assaltados pela obvia pergunta vinda de clientes e amigos: mas o qu&ecirc;?<br>\nParecia que t&iacute;nhamos j&aacute; preparado um novo caminho e o quer&iacute;amos esconder, quando na realidade ainda nem t&iacute;nhamos constru&iacute;do deviamente a pergunta.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um &ldquo;mas,&rdquo; de consumo interno &ndash; uma hip&oacute;tese de reflex&atilde;o, um desejo de charneira para uma outra possibilidade &ndash; que foi tornado p&uacute;blico por urg&ecirc;ncia de est&iacute;mulo.<br>\nNa impossibilidade de, como os antigos, se suprimir cinquenta e nove dias in&uacute;teis ao ano, tirou-se destes o devido partido: enquanto v&iacute;rgula que, como Janus, olha simultaneamente para a frente e para tr&aacute;s; como Februus, cat&aacute;rtico, a extinguir o irrelevante.<br>\nConsta que, estrategicamente colocados no fim, estes cinquenta e nove dias serviam o simples prop&oacute;sito de preparar e anunciar Martius, o deus da guerra e patrono do, verdadeiro, in&iacute;cio do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, quando se esperava que os primeiros cinquenta e nove primeiros dias de 2019 (uma habitual nulidade econ&oacute;mica diga-se) fragmentados de forma desigual entre reflex&atilde;o e purga, iriam servir o prop&oacute;sito de epifania reveladora &ndash; bem ao estilo da desejada vontade inspiradora &ndash; na verdade, resultaram na evid&ecirc;ncia de que o novo caminho j&aacute; estava afinal, em andamento, encadeado com tudo o que tem vindo a ser desenvolvido nos &uacute;ltimos cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>II<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, se n&atilde;o se efectivou a emerg&ecirc;ncia de uma viragem de direc&ccedil;&atilde;o, conclui-se a necessidade de um percurso de regenera&ccedil;&atilde;o com base num restabelecimento de uma car&ecirc;ncia.<br>\nSentimos falta do processo criativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o caminho pr&oacute;ximo ser&aacute; (re-) constru&iacute;do idiossincraticamente.<br>\nUma proposta para &lsquo;parar para pensar tamb&eacute;m&rsquo; pode ser, t&atilde;o simplesmente, ler novamente os conceitos de cicatriz e identidade inerentes ao pr&oacute;prio nome do projecto: SCAR-ID.<br>\nPerdidos no percurso, nas emerg&ecirc;ncias quotidianas, deixado para segundo plano: &eacute; o processo criativo e seu objecto resultante, identit&aacute;rio e exclusivo que se pretende como catalisador do percurso pr&oacute;ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o percurso, este do processo criativo, faz mais sentido acompanhado, ou n&atilde;o estiv&eacute;ssemos h&aacute; cinco anos a incentivar e envolver outros criativos nas suas pr&oacute;prias buscar individuais.<br>\nRevisitando o lan&ccedil;amento de 22 de Setembro, aquando da nossa primeira parceria ATER by scar-id x Patr&iacute;cia Costa, parece que afinal t&iacute;nhamos aqui a funda&ccedil;&atilde;o; e que ter&iacute;amos j&aacute; lan&ccedil;ado, sem o consciencializar, o percurso que hoje j&aacute; temos em marcha.<\/p>\n\n\n\n<p>III<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 9 de Mar&ccedil;o apresentamos o resultado dos &uacute;ltimos meses de trabalho.<br>\nAlgures no percurso lan&ccedil;amos o desafio ao nosso amigo Hugo Veiga, designer da LIV: desenharmos uma colec&ccedil;&atilde;o ATER by scar-id X LIV.<br>\n(Na realidade n&atilde;o se esclarece se o desafio foi lan&ccedil;ado, recebido, ou se apareceu espontaneamente com a naturalidade da evid&ecirc;ncia).<br>\nUma colec&ccedil;&atilde;o de moda, sem esta&ccedil;&atilde;o, que partiu do preto (ATER) e do gesto da pintura, e seguiu livremente o seu percurso, feito de desenho e de texturas, de mat&eacute;rias, de volumes e de cor, ou aus&ecirc;ncia de.<br>\nInteressou-me particularmente observar, de forma privilegiada a explora&ccedil;&atilde;o dos confrontos de dois processos criativos distintos: da ATER, desta vez apenas representada pela S&iacute;lvia, e da LIV.<br>\nDe um lado a base da arte e a direc&ccedil;&atilde;o criativa &ndash; curatorial, na conceptualiza&ccedil;&atilde;o de um cen&aacute;rio referencial e efectivado na express&atilde;o visual e textural; do outro lado um processo de design, apoiado na explora&ccedil;&atilde;o formal atrav&eacute;s da manipula&ccedil;&atilde;o directa da mat&eacute;ria sobre a propor&ccedil;&atilde;o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>No confronto dos processos, a premissa foi sempre uma despretensiosa curiosidade do percurso.<br>\nAssisti &agrave; naturalidade com que, estratificadamente, as compet&ecirc;ncias de cada parte foram espontaneamente encontrando o seu caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado &eacute; uma colec&ccedil;&atilde;o ATER, pe&ccedil;as com um aparente minimalismo que n&atilde;o &eacute; mais que um depuramento formal ao conforto e &agrave; versatilidade de usos.<br>\nO preto material (algum branco como base da express&atilde;o) confronta-se com o preto mancha-textura, express&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o, ora visceral, ora gentil sobre a mat&eacute;ria.<br>\nCurioso foi tamb&eacute;m observar, no processo criativo de ambos, qual a resposta face a uma alternatividade de m&eacute;todos: partir de uma pintura para da&iacute; extrair um objecto; partir de um modelo estruturado e intervir plasticamente.<br>\nAp&oacute;s a imagem conjunta inicial, qual o papel da ac&ccedil;&atilde;o das partes? e qual a resposta quando &eacute; trocada a ordem?<br>\nMas h&aacute; tamb&eacute;m uma terceira via, onde a express&atilde;o do gesto da pintura n&atilde;o &eacute; explorado.<br>\nNo pr&oacute;ximo dia 9 apresentamos o primeiro resultado da &lsquo;Sem t&iacute;tulo&rsquo;, um colec&ccedil;&atilde;o que sendo atemporal permite sufixos, constantemente adicionados de acordo com as exig&ecirc;ncias de um processo cont&iacute;nuo.<br>\nTanto podemos encontrar pe&ccedil;as &uacute;nicas coleccion&aacute;veis ou s&eacute;ries de ambi&ccedil;&atilde;o escal&aacute;vel &ndash; onde &agrave; expect&aacute;vel repeti&ccedil;&atilde;o do molde se acrescenta a irrepet&iacute;vel express&atilde;o gestual.<\/p>\n\n\n\n<p>IV<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma publica&ccedil;&atilde;o, de 13 de Dezembro de 2018, desculp&aacute;vamo-nos da aus&ecirc;ncia de evento comemorativo dos cinco anos do nosso projecto, remetendo o mesmo para algures em 2019.<br>\nSimultaneamente local e global, a SCAR-ID inserida no circuito urbano do quarteir&atilde;o de Miguel Bombarda, est&aacute; activamente presente, em mais uma data de Inaugura&ccedil;&otilde;es Simult&acirc;neas para apresentar a colec&ccedil;&atilde;o, sem nome, de ATER by scar-id x LIV.<br>\nSem a pretens&atilde;o de um evento apartado, o pr&oacute;ximo dia 9 &eacute; ent&atilde;o local (Inaugura&ccedil;&otilde;es Simult&acirc;neas), global (Colec&ccedil;&atilde;o: Sem T&iacute;tulo) e particular (5 anos SCAR-ID).<br>\nQuando h&aacute; quase seis anos come&ccedil;&aacute;mos a pensar este projecto, na nossa cabe&ccedil;a a SCAR-ID sempre foi uma esp&eacute;cie de resist&ecirc;ncia cultural e criativa, que de alguma forma recusando-o pudesse pertencer &agrave; l&oacute;gica do mercado.<br>\nInteressa-nos particularmente esta ideia de um espa&ccedil;o na cidade onde podemos apresentar algumas das coisas que nos apaixonam.<br>\nEstes cinquenta e noves dias serviram precisamente para redobrar o nosso desejo o continuar a fazer mas, o tal &ldquo;mas,&rdquo; de uma forma cada vez mais nossa, tirando partido do genu&iacute;no prazer do processo criativo e do processo das paix&otilde;es.<br>\n9 de Mar&ccedil;o, 16h.<\/p>\n\n\n\n<p>V<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, nestes cinquenta e nove dias tamb&eacute;m (re-)nasceram outras necessidades.<br>\nSe a ATER surgiu da revisita&ccedil;&atilde;o de um dos nossos in&iacute;cios &ndash; e a SCAR-ID na sequ&ecirc;ncia desse processo &ndash; tamb&eacute;m agora nos apetece voltar ainda mais atr&aacute;s, a um tempo antes do tempo econ&oacute;mico.<br>\nUm tempo onde a po&eacute;tica era ainda a &uacute;nica medida de todas as coisas.<br>\nUm projecto que, at&eacute; que fa&ccedil;a sentido, ser&aacute; trabalhado apenas na sombra.<\/p>\n<\/body><\/html>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mas, I Interessa-nos particularmente a ideia de um tempo, antes do tempo, que suprimia cerca de cinquenta e nove, a sessenta dias ao ano. 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